29 abril 2009

GALILEO

 

Comemoram-se este ano os 400 anos das primeiras observações astronómicas feitas por Galileu, através de um aparelho óptico – o telescópio. E parece que as comemorações não vão ser  por aí além, diga-se no mínimo. Com efeito, têem-se registado atrasos significativos no que seria a alternativa europeia aos sistemas americanos e russos, ambos militares, o GPS -Global Navigation Satellite System  (GNSS) – e o Glonass. É desta alternativa, denominada Galileo, em honra precisamente do grande mestre, que falamos.

E, de acordo com os vários Institutos de Navegação da Europa, do qual Portugal é membro através do Instituto Português de Navegação, a não haver uma constelação de satélites lançados e  a funcionar num relativo curto espaço de tempo, o tão amamentado e querido GALILEO,  conjuntamente com uns largos milhares de milhões de dinheiro dos nossos impostos, serão absorvidos pela voragem dos grandes falhanços históricos.

Mal ou bem, o que tem norteado a opção europeia é o facto de os dois sistemas existentes serem de uso militar e TAMBÉM de uso civil. O que quer dizer que não podem, Americanos e Russos, garantir um serviço ininterrupto aos utilizadores, sejam eles meros brincalhões de fim-de-semana, sejam operadores logísticos no mar, no ar, ou em terra.

Com 30 satelites a orbitar as nossas cabeças, o sistema seria mais fiável e  mais preciso, muito particularmente no Norte da Europa, onde tem havido algumas criticas ao GPS.

No entanto, não será de excluir algumas aplicações comerciais, com base no rigor  posicionamento e na sua maior  precisão.

Recorde-se que o Galileo já foi dado como morto, ou moribundo, tendo na ocasião sido despoletados 3,4 mil milhões de euros da fatia da Agricultura, e que serviriam para consolidar o financiamento publico, uma vez que o privado já era….

Recorde-se também que o inicio das operações seria o ano de 2008. Neste momento dos 30 satélites, existem 2 a funcionar. Para já, e para nós, importa salientar que haverá satélites chineses no ar lá para 2020, o COMPASS. E parece que os russos vão melhorar o deles.

 

 

 

 

 

 

17 abril 2009

Ohne eira noch Seite

Sem eira nem beira, E sem ilusões, dirão vocemessês. Perfeitamente na linha tragico-maritima, eis o que se vai ouvir nos proximos tempos; Será o hino??? video

15 abril 2009

12 abril 2009

O REGIMENTO DA LUA

Uma das afirmações, sintomáticas do nosso futuro isto no sec. xvi), era a definição de vento, dada pelo Padre Fernando Oliveira, padre, marinheiro, guerreio, sábio, mestre, enfim, um pouco de tudo:

“...Vento é ar impetuoso, movido por alguma influencia do céu,, sem certa ordem nem limite de quando, nem quanto, nem onde...”.

Também se refere que “....serve para navegar.... E tem 32 direcções, que bastam para encher as regiões de toda a redondeza e para distintamente navegarmos dumas para as outras....”

E quanto à lua, saibam que nela se vêem os sinais do céu e do ar como num espelho. Assim, o dia será calmo se a Lua Nova é limpa e clara, ou se a Lua Cheia é limpa e clara no seu centro.. O dia será de chuva se a Lua Nova aparece com a ponta de cima negra ou escura.

Se a Lua Nova aparece com a ponta de baixo negra ou escura, choverá antes da Lua Cheia. Se a Lua Nova é negra no centro, choverá na Lua Cheia.

Se quatro dias após a Lua Nova, aparece com a coroa limpa, só choverá depois da Lua Cheia.

Ainda , se a Lua Nova for de cor ruiva, o dia será ventoso. Problema das ruivas....

Continuo sem saber o que esta gente fumava......

11 abril 2009

TOMAS

Que não o de boa memoria.... O meu, aqui com 3 dias de vida, imortalizado nas paginas da TIME. Nasceu a 8 deste mês, e fez de mim o AVÔ mais baboso de sempre. Que Deus o proteja.

10 abril 2009

UMA PÁSCOA MUIIIITO FELIZ

Pois, muito feliz.

BISCAIA

Não sei se ia para cima, se vinha de cima. Soprou valentemente durante umas horas largas. Mas as fotografias enganam e muito. É pior do que parece
Aqui somos nós, na cavalgada de uma vaga maior....... E a descer tudo ajuda......

DAS BOAS MEDIDAS DA NAVEGAÇÃO.

No Séc. XVI, andávamos por esse mundo fora, muitas das vezes sem saber bem para onde íamos, e igualmente sem saber o que encontraríamos. E a Madre Igreja, de Roma, comandava os medos de todos. Era o fim do mundo, logo ali ao dobrar da linha do horizonte, dizia-se. Vão cair no inferno eterno, e sofrer os horrores dos grelhados bem passados. Eram os monstros marinhos ( bem temperados pelas mentiras que ajudavam às fugas e retiradas estratégicas), eram as tempestades enormes, que aliadas aos barquitos da época, davam uma mistura mais que impropria para para o consumo. Hoje vamos tratar da previsibilidade ( ou não) do tempo, e de como os nossos antepassados lidavam com a segurança da navegação, ao enunciarem um rol de conhecimentos acumulados ao longo dos tempos, estabelecendo conjuntos de regras para estudar e antever as mudanças de tempo, fazendo o papel da nossa moderna meteorologia.

Baseavam-se basicamente em demoradas e continuas observações do Sol, da Lua, das estrelas, dos animais e das nuvens, por forma a estabelecer as tais regras, que, muitas das vezes, cheiraria a heresia esturrada, com as consequências que imaginamos.

Bom, em relação ao Sol, os nossos marinheiros de então afirmavam que o dia :

Iria ser sereno, quando:

O Sol nasce limpo. No Ocaso anterior o dito está claro e bem corado, ou o tal ocaso ocorre entre nuvens rosadas e bem coradas. Antes de o Sol nascer , aparecem nuvens que se deslocam para o poente. O sol nasce entre nevoeiro sem abertas.

Iria ser dia de chuva, quando:

O Sol nasce côncavo e vão.

Se nasce por detrás de nuvens ruivas e negras.

Se, quando o Sol nasce,, há réstias de luz através das nuvens.

O dia será de granizo, quando:

O Sol nasce amarelo.

Quanto ao vento, motor das nossas andanças, ele iria aparecer se :

O Sol nasce por detrás de nuvens vermelhas, ou por detrás de nuvens mas estas espalham-se.

Se o dia nascer com nevoeiro e o Sol, ao aparecer provocar abertas no nevoeiro.

No Ocaso anterior, o Sol apresentar uma cercadura negra. O vento soprará do lado em que a cercadura se rompe.

Também havia os avisos de tempestade, não eram afixados nas capitanias, mas antes apareciam sob a forma de nuvens negras e húmidas, com chuviscos.

É claro que nunca saberemos o que é que aquela gente andava a fumar, para ver tanto em tão pouco.

Hei-de voltar ao tema, desta vez com a LUA, que também terá muito que contar.