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domingo, junho 27

LUANDA - ATERRAGEM


No A.I.S., a imagem é elucidativa. Provavelmente, nem todos teriam o sistema " em cima", pelo que, a faltar à verdade, será por defeito.
Sente-se em todo o lado, a vitalidade do omnipresente petróleo....


O BANCO DE ANGOLA, à distancia, na marginal.

Ponta da Ilha, creio que aqui era o Ponto Final. Agora Feira Popular, com restaurantes e mais restaurantes....

domingo, junho 20

SPEEDY GONZALEZ


Estes já são do Atlantico Sul, mais rápidos.


Não me recordo de um dia sem estes compenheiros. Parece que a população mundial está bem, ou os rapazes estão mais folgados.

UM MOMENTO DE HISTORIA


Também a historia de um momento.
O da passagem da .linha. Tudo a zeros, na latitude.
Tudo se conjugou para dar a imagem aqui reproduzida. Em baixo, têm a começar de cima, a indicação que a hora é a local, juntamente com o grupo hora/data. E lá está 8 e picos da noite.... noitinha, no caso. Nem exigiu de mim esforço extraordinário. Depois o Rumo e a velocidade. E seguidamente as infos de controle, tais como as 4 milhas off course. of course!
Foi mais ou menos assim:
Ó mestre, vamos lá jantar que ainda hoje temos um equador para passar.
- Bamos, bamos..... Mas, quer mal passado ou bem passado??
- Não Mestre, é o E-QU-A-DOR.... E-QU-A-DOR, percebe, aquele salto que vamos dar, mais lá para daqui a pouco.
-OK.
E fomos. E foi, de bolo rei na mão que dei o saltito.
Para três dos tripulantes a novidade.
Ainda faltavam 1087 milhósias  para Luanda, o que desanimava o mais optimista.....


Mais de 100 horas, o que em dias dá ,deixa ver........

sábado, junho 19

MAIS VISITAS

Estes piquenos, planadores de opção ( provavelmente para escapar aos do post anterior!!!!), apareciam todos os dias. Ali pela latitude do Cabo Branco, já é um fartar...
De noite vão contra tudo o que tenha luz. E claro sem capacete, ficam com a tola toda amassada. Alem de mortos claro está. Não prestam para comer, são muito secos.

Foi das tarefas mais difíceis, apanhar a jeito estes jeitosos. Quando disparava a máquina, já lá não estavam. Perdia a focagem, sei lá quê mais.... Tenho a maior colecção de fotografias de água do mar que há memória. Nem o Joe Berardo terá coisa igual..



Mas estas estão um primor. Vaidosos. Eu também

AS VISITAS


Vindos do nada, estes fulaninhos aparecem para nos " escoltar " para fora dos seus terrenos de caça.Pelo menos, é essa a minha teoria.


Brincalhões q.b., gostam de mostrar as suas habilidades, ou então tentam impressionar.
Não dão mostras de reconhecer o meu assobio, infelizmente. Chamei-lhes tudo o que havia para chamar. Olimpicamente, ignoraram-me, preferindo a proa do naviozinho....


Havia alguns mais atrevidotes, provavelmente os alfa. Sei lá!


Isto não é cardume, pois de peixame tem pouco. Mas não sei como se chamam estas assembleias móveis....






Possuem o dom extraordinário de dormir apenas com uma metade do cérebro, mantendo a outra metade em estado de alerta. Depois, se se cansam da " posição" devem trocar. Também o " sonar" natural com que nascem é outra das maravilhas.....
É um privilégio vê-los assim, " au natural "



Lá acabaram por se irem embora, satisfeitos com o que viram.....





quinta-feira, junho 17

ZÉRINHO a 55 em 30 segundos


O zero Kms, no dizer do armador. Como navio novo que era, acumulava probleminhas, pequenos mas xatos. O consumo das suas 2 maquinas ( 1 300 bhp cada ) era um deles. E, à conta disso, atrasamos a viagem em 2 dias, pelo menos.



O dia foi assim, roleiro, mas agradável de navego.vaga muito larga.

O dia seguinte, acordou assim. O céu quase que nos caía na cabeça; Literalmente.
No espaço de 30 segundos talvez, ( o tempo de subir 1 lanço de escadas - convés / ponte), o vento subiu de 15 a 55 nós, com chuva que magoava à séria o material exposto. Que era tudo, à excepção do calção.
Depois,  durante 15 minutos o vento rondou os 360º, sempre com um barulho ensurdecedor. Ao fim deste tempo caiu para 30 nós e assim esteve muitas e muitas horas. Ou dias a 25 / 30 nozes.
São estes aguaceiros  o terror dos veleiros, que coitados, nenhuma defesa terão contra eles. A natureza, quando zangada.....( frente fria).

quarta-feira, junho 16

O SERVIÇO


Muitas vezes, por avarias, má preparação ou mau planeamento, houve situações que nos levaram a ter de improvisar. Nos tempos da pesca do bacalhau, era tarefa quase diária, este tipo de trabalho, que consistia em "passar" ferramenta, viveres, correio ou outros bens de um navio para outro, sem alterar de forma evidente a vida a bordo; Sem perder tempo, diríamos agora.
Preparou-se a artimanha com cuidado, que o material a transportar era muito pesado e precioso. Só havia 1 peça; e era a que ia viajar...




A curiosidade chamou este cachalotes, que não perdem uma.




Deixamos o parceiro aproximar-se à distancia de 1 tiro de besta, ( o tiro é nosso e a besta é ele), e lá vamos dando cabo à improvisada bóia, que é nem mais nem menos que um jerrican vazio, em plástico.
Cabos, não havia a bordo(?????), pelo menos com bitola manuseável. Usaram-se-se então as retinidas de 2 bóias, que deram um jeitão...



Do outro lado, ( da besta), havia que preparar cirurgicamente a recepção, captura e aladela para bordo. Tudo foi feito com a atenção e reparo possíveis. Aqui vê-se o artefacto.




Depois foi só largá-lo pela popa e esperar que a coisa corresse de feição. Que correu, felizmente.



Momento da " captura" do barril plástico.



E depois foi o adeus e obrigado. Claro que após termos recebido o dito jerrican de volta, que poderia fazer falta para outros voos. Que fez, pois passados alguns dias, tivemos de fazer novo " serviço", desta vez de noite. Neste caso, juntou-se a bóia à retinida, de forma a que fosse sempre visível o jerrican. Fantástico e funceminou!

terça-feira, junho 15

MAR POR COMPANHIA


Por entre baldeadelas, camisas cheias de esparguete e molho de cebola ( cebolada era a especialidade da casa, tanto que já sonhava com cebolais), lá se ia andando. Ora na frente da pequena flotilha, ora mais à rectaguarda, a jeito de guar de honra.



As surfadas eram um prazer (?) na monotonia dos dias.



Se bem que muitas vezes acreditei ter companhia.

segunda-feira, junho 14

DIAS E DIAS

That´s what it´s all about.
 Ou não será?

A COISA


Pois, é mais a coisa que outra coisa. É a coisa.
State of art do seculo passado, esta ponte hoje da para o cunsumo


Se não se for exigente. O mais agradável, era sem dúvida o " roncar " do motor, qual bólide de competição. Era o meu bocadinho, o acelarar da coisa, até respirar........

São motores com muita " disponibilidade"  para os arranques ( natureza dos rebocadores oblige). Verdadeira obra de arte. Sem um queixume, de cá para lá; Recordo, 19 dias, praticamente.

ENTRE SÓIS


Entre o nascer do sol, acima, e o por do sol, abaixo, mediavam 3 refeições e muito, muito calor. O dia nascia razoavelmente limpo, até o calor fazer o seu trabalho e encher tudo de nuvens,de uma forma avassaladora. Quase que se tocavam. Água em cima de nós, água por baixo. Aqui os aguaceiros ainda eram aguaceiros.....


Sempre mais espetacular, o por do sol encantava quem o via. Neste fase, ainda de quartos de 6 horas ( sextos??), dava para ver os dois, e isso preenchia-me o dia. Gozava com o que tinha visto, e antevia em puro deleite o que estava para vir. O resto são cantigas. Com ou sem piloto automático.

NAVEGAR

Normalmente, a precaução aconselhava-nos a usar um pouco mais de distancia, entre nós; Mas como se tratava de uma viagem de certa forma atípica, deu para tudo; A entreajuda esteve sempre presente, mesmo tratando-se dos nossos congéneres "gallegos"


A vaga larga, sempre presente, deu pano para mangas durante todos os 19 dias. Se dias houve em que, pelo nosso rumo, o incómodo era minorado, outros houve em que as coisas mais simples deste mundo., tais como comer e comer, eram muito dificultadas. Pobre cozinheiro, que com 2 mãos fazia autênticos milagres.


Depois de alcançado, é vê-lo pela popa


E a vida lá continuava, no ramerame do costume; Quartos, baixo e mais quartos. De inicio de 6 horas, até se ter um terceiro homem para o leme.



Sim, que não havia piloto automático. Raramente existe, nos rebocadores.
Mas isso fica para outra núpcias.

sábado, junho 12

LISBOA LUANDA, SEM TIRAR FORA



Saiu-se entre duas águas. Navio(zinho) pronto, logo pela  manhã procedeu-se, informalmente  ao mudar da bandeira.
Não houve comes e bebes, o que deu algum jeito, dados o atrasado da hora e o apetite de alguns tripulantes, como verifiquei mais tarde; e tardiamente.



Entre percalços, insultos e quejandos, lá se içou a bandeira correctamente, com o facalhão para cima e a estrela para baixo.

De Lisboa saíram o Montevil, que era a minha montada, e o Caramujo  a do Fernando Cagaréu. Poucas milhas afora, já se tinha esta vaga " roliça", que na primeira noite deu para dormir embalado, com os anjos.Um pouco mais à frente, esperava-nos outro rebocador, novinho ( zero kms, no dizer dos responsáveis) que  vá-se lá saber porquê,  foi feito em Espanha. Só a nossa especialização em " serviços " para explicar.
Os velhos são de cá, de 1981.

Este fim de dia, sem direito a raio verde que só foi visível lá para o o Atlântico Sul ( julgo eu que se viu;  que a minha credibilidade estava em jogo  entre os tripulantes, todos benfiquistas) esperou-nos lá por fora.
Não é seguramente "a viagem da vida" , mas é das mais marcantes. Pelas dificuldades, pelo que se improvisou, pelo que se fez, e ainda mais pelo que não se fez.Nunca se esquecem estes momentos, sempre junto à água. 55 nós de vento vindos do nada, no meio de perto de 40 graus de temperatura e 110 % de humidade.´Chuva horizontal em 20 segundos. Mas depois conta-se.

quinta-feira, junho 10

PEIXES VOADORES


Temos de ter paciência, para ver este ex-libris do mar. Tratamos aqui de um passaroco a voltar às origens, ou " bien au contraire" , trata-se de um peixaroco nos primeiros estagios da evolução no sentido que darwiniano??Por outras palavras, os vindouros vão ver este bicho a nadar ou a voar??? Tem  de aumentar as imagens, para uma melhor visualisação.
Aqui estava na fase do arranque, a sair da água. Não consta que pegue de empurrão....

De facto  de facto, o bicharoco deveria chamar-se peixe planador, pois é o que faz. Não bate as asinhas, não tem trejeitos de " buador". Antes dá " ao rabo"....

Mas nem por isso deixa de fazer uns plananços que surpreendem. Pelo folego da manobra....