30 novembro 2009

AS BATEIRAS DO TEJO

A bateira do Tejo, remeniscência das nossas bateiras de Ílhavo, já sem o leme e com motor, para poder vencer as grandes distancias que hoje praticam. Ainda é o casal a tripulação, e trazem a casa atrás, como os nossos pescadores de então.

OS NAVIOS INTEMPORAIS

Em míudo brincava-se com navios de plastico e de "folha" com este formato. Os navios, mais coisa menos coisa eram assim.
E ainda são. Alguns.

NAVIOS - HANJIN HOUSTON

Os navios chegam a Lisboa, normalmente assim; Depois largam também normalmente com uns metros a menos de ferro mergulhado, e uma largas toneladas despejadas no cais. Cargas que IMPORTAMOS; e PAGAMOS a estranhos para a TRANSPORTAR.
Antigamente (???) faziam as contas aos dólares e à balança de pagamentos; Agora tem-se o habito mais saudavel - para alguns - de gastar à tripa forra, sem olhar a quê e como. E claro vai-se vendendo o que há para vender.
Acaba-se sem abrigo, sem anéis e murcho. Espero que com os dedos.

26 novembro 2009

O AKADEMIK SHATSKIY

Está por cá, ha, diria eu, uma ou duas eternidades. É o chamado Research Vessel, que é como quem diz, é um ninho de cientistas..... E se calhar também de engenheiros, sei lá! Estão em todo o lado!!!!! O meu compadre foi amarrá-lo, para mim. Estou feito com o João!

BOM TEMPO A CAMINHO DO NORTE

Aproveitando uma janela de tempo favorável, deliciei-me com uma viagem por mar até terras da CHANFANA e dos amigos de sempre.
O Cabo da Roca, altaneiro, peneirento, que nos faz passar as passas do cabo..... Malandro, que desta vez estava a dormir..... Tinha a bufa desligada.

O MV MOUNT ATHOS

O Mout Athos ( ver noticia), também é estrela.
Construido em 1986, não pode ser um SD14, (?) ou pode??
Construido em Shin Kurusnhiama Dockyard, lá para Trás os Montes.
E o arroz?? Não o pó, que esse o Paião, fez dele uma maravilha.

22 novembro 2009

S. GABRIEL

Como eu o vi, aqui em Lisboa.
Está a passar por momentos dificeis.
A BOX LINE, ao que parece, está à venda.
Sabem os meus contactos......

20 novembro 2009

GIGANTONES ESPALHAFATONES

Espécie de cordão umbilical, no caso vertente ( cheio de propriedade, este vertente) dois cordões. O grande é o fuel, aparentado de alcatrão que depois de aquecido em banho de maria dá para alimentar as alimárias do navio. O mais fino, esse leva o gasóleo, que nos custa a uma piastra cada litro. Para estes meninos é ao quilo. Não é a primeira vez que se nos depara pelas frentes rapaziada engajada em Curral de Moinas, subitamente transformada na Capital do Shipping internacional. Assim é vulgar as questões mais do foro agricolo/maritimo, com as plantações de cavalos marinho a serem objecto de aturado estudo, e igualmente objecto de profundas e atentas observações. Felizmente, que temos um ministério da agricultura, por cá. E tambem, de alguma forma, está explicado o abandono da nossa Marinha Mercante: Nada disso; Pura estratégia, meus meninos. Com a certificação do cavalo marinho nacional..... estamos lançados, ainda melhor que o petróleo do beato..... Está vazio, e com 7 metros e quinze centímetros para baixo.... São 3 andares......

TOYS AND BIG BOYS

Ainda falta o semi rigido, que é a embarcação rápida de apoio a estas lanchinhas, como se diz na minha terra.
Os cruzeiros, particularmente estes mais pequenos, procuram dar aos seus passageiros actividades diferenciadas, muito personalizadas e sempre ligadas à água. Algo que nos mastodontes of the seas seria impensavel....
Bandeira do caribe, pois então.
Não me recordo do nome deste paquete, lindo pequenito e que esteve a docar em Lisboa, Alcantara...
Qualquer coisa Spirit

16 novembro 2009

MAIS UM DIA, MAIS UM DOLAR

Mais um dia, mais um dólar, assim mesmo, à portuguesa. Expressão que apareceu com a primeira vaga de emigração para os EUA, principalmente transmontanos, a quem foi prometido um dólar por dia, mais casa. Também embarcaram professores para os filhos dos trabalhadores.Estes emigrantes foram suprir a " falta de mão de obra" após o final da escravatura. Embarcaram de Portugal para o Havaí, razão pela qual, quando se referiam à América, falavam de uma ilha muito longe, no fim do mundo.
Hoje, perpetuam a memória dessas gente com os nomes portugueses, e até a própria viola tão "tradicional" do Havaí, mais não é que o nosso cavaquinho. Não este.

O SOL, A HORA LEGAL E NÓS

Não sendo quadro partidário, funcionário da fazenda, ou escutado recente, creio que devemos ler, com alguma atenção.

É uma perolazita.

Vamos a ver

Benjamin Franklin's Essay on Daylight Saving Letter to the Editor of the Journal of Paris, 1784


To THE AUTHORS of The Journal of Paris

1784

MESSIEURS,

You often entertain us with accounts of new discoveries. Permit me to communicate to the public, through your paper, one that has lately been made by myself, and which I conceive may be of great utility.

I was the other evening in a grand company, where the new lamp of Messrs. Quinquet and Lange was introduced, and much admired for its splendour; but a general inquiry was made, whether the oil it consumed was not in proportion to the light it afforded, in which case there would be no saving in the use of it. No one present could satisfy us in that point, which all agreed ought to be known, it being a very desirable thing to lessen, if possible, the expense of lighting our apartments, when every other article of family expense was so much augmented.

I was pleased to see this general concern for economy, for I love economy exceedingly.

I went home, and to bed, three or four hours after midnight, with my head full of the subject. An accidental sudden noise waked me about six in the morning, when I was surprised to find my room filled with light; and I imagined at first, that a number of those lamps had been brought into it; but, rubbing my eyes, I perceived the light came in at the windows. I got up and looked out to see what might be the occasion of it, when I saw the sun just rising above the horizon, from whence he poured his rays plentifully into my chamber, my domestic having negligently omitted, the preceding evening, to close the shutters.

I looked at my watch, which goes very well, and found that it was but six o'clock; and still thinking it something extraordinary that the sun should rise so early, I looked into the almanac, where I found it to be the hour given for his rising on that day. I looked forward, too, and found he was to rise still earlier every day till towards the end of June; and that at no time in the year he retarded his rising so long as till eight o'clock. Your readers, who with me have never seen any signs of sunshine before noon, and seldom regard the astronomical part of the almanac, will be as much astonished as I was, when they hear of his rising so early; and especially when I assure them, that he gives light as soon as he rises. I am convinced of this. I am certain of my fact. One cannot be more certain of any fact. I saw it with my own eyes. And, having repeated this observation the three following mornings, I found always precisely the same result.

Yet it so happens, that when I speak of this discovery to others, I can easily perceive by their countenances, though they forbear expressing it in words, that they do not quite believe me. One, indeed, who is a learned natural philosopher, has assured me that I must certainly be mistaken as to the circumstance of the light coming into my room; for it being well known, as he says, that there could be no light abroad at that hour, it follows that none could enter from without; and that of consequence, my windows being accidentally left open, instead of letting in the light, had only served to let out the darkness; and he used many ingenious arguments to show me how I might, by that means, have been deceived. I owned that he puzzled me a little, but he did not satisfy me; and the subsequent observations I made, as above mentioned, confirmed me in my first opinion.

This event has given rise in my mind to several serious and important reflections. I considered that, if I had not been awakened so early in the morning, I should have slept six hours longer by the light of the sun, and in exchange have lived six hours the following night by candle-light; and, the latter being a much more expensive light than the former, my love of economy induced me to muster up what little arithmetic I was master of, and to make some calculations, which I shall give you, after observing that utility is, in my opinion the test of value in matters of invention, and that a discovery which can be applied to no use, or is not good for something, is good for nothing.

I took for the basis of my calculation the supposition that there are one hundred thousand families in Paris, and that these families consume in the night half a pound of bougies, or candles, per hour. I think this is a moderate allowance, taking one family with another; for though I believe some consume less, I know that many consume a great deal more. Then estimating seven hours per day as the medium quantity between the time of the sun's rising and ours, he rising during the six following months from six to eight hours before noon, and there being seven hours of course per night in which we burn candles, the account will stand thus;--

In the six months between the 20th of March and the 20th of September, there are

Nights

183

Hours of each night in which we burn candles

7

Multiplication gives for the total number of hours

1,281

These 1,281 hours multiplied by 100,000, the number of inhabitants, give

128,100,000

One hundred twenty-eight millions and one hundred thousand hours, spent at Paris by candle-light, which, at half a pound of wax and tallow per hour, gives the weight of

64,050,000

Sixty-four millions and fifty thousand of pounds, which, estimating the whole at-the medium price of thirty sols the pound, makes the sum of ninety-six millions and seventy-five thousand livres tournois

96,075,000

An immense sum! that the city of Paris might save every year, by the economy of using sunshine instead of candles. If it should be said, that people are apt to be obstinately attached to old customs, and that it will be difficult to induce them to rise before noon, consequently my discovery can be of little use; I answer, Nil desperandum. I believe all who have common sense, as soon as they have learnt from this paper that it is daylight when the sun rises, will contrive to rise with him; and, to compel the rest, I would propose the following regulations; First. Let a tax be laid of a louis per window, on every window that is provided with shutters to keep out the light of the sun.

Second. Let the same salutary operation of police be made use of, to prevent our burning candles, that inclined us last winter to be more economical in burning wood; that is, let guards be placed in the shops of the wax and tallow chandlers, and no family be permitted to be supplied with more than one pound of candles per week.

Third. Let guards also be posted to stop all the coaches, &c. that would pass the streets after sunset, except those of physicians, surgeons, and midwives.

Fourth. Every morning, as soon as the sun rises, let all the bells in every church be set ringing; and if that is not sufficient?, let cannon be fired in every street, to wake the sluggards effectually, and make them open their eyes to see their true interest.

All the difficulty will be in the first two or three days; after which the reformation will be as natural and easy as the present irregularity; for, ce n'est que le premier pas qui coûte. Oblige a man to rise at four in the morning, and it is more than probable he will go willingly to bed at eight in the evening; and, having had eight hours sleep, he will rise more willingly at four in the morning following. But this sum of ninety-six millions and seventy-five thousand livres is not the whole of what may be saved by my economical project. You may observe, that I have calculated upon only one half of the year, and much may be saved in the other, though the days are shorter. Besides, the immense stock of wax and tallow left unconsumed during the summer, will probably make candles much cheaper for the ensuing winter, and continue them cheaper as long as the proposed reformation shall be supported.

For the great benefit of this discovery, thus freely communicated and bestowed by me on the public, I demand neither place, pension, exclusive privilege, nor any other reward whatever. I expect only to have the honour of it. And yet I know there are little, envious minds, who will, as usual, deny me this and say, that my invention was known to the ancients, and perhaps they may bring passages out of the old books in proof of it. I will not dispute with these people, that the ancients knew not the sun would rise at certain hours; they possibly had, as we have, almanacs that predicted it; but it does not follow thence, that they knew he gave light as soon as he rose. This is what I claim as my discovery. If the ancients knew it, it might have been long since forgotten; for it certainly was unknown to the moderns, at least to the Parisians, which to prove, I need use but one plain simple argument. They are as well instructed judicious, and prudent a people as exist anywhere in the world all professing, like myself, to be lovers of economy; and,from the many heavy taxes required from them by the necessitities of the state, have surely an abundant reason to be economical. I say it is impossible that so sensible a people, under such circumstances, should have lived so long by the smoky, unwholesome, and enormously expensive light of candles, if they had really known, that they might have had as much pure light of the sun for nothing. I am, &c.

A SUBSCRIBER

15 novembro 2009

A VELA

Deve ser tramado ficar em cima de uma coisa destas.... e com 25 nós estabelecidos
Um velho conhecido Um maravilha. 69 passageiros e 60 tripulantes.... Pagina do navio Regata, sem vento e sem motor.....
O JFMV devia por os olhinhos nestas fotografias; Não há nenhuma regueira de água a sair do ventre destes proboscídios.....
O Club Medc agora é o Wind Surf. Trezentos e picos passageiros. As velas, por si só, raramente conseguem mover o navio. Mas em conjunto com a máquina, são mais 3 nós.
Mais parece o VERONIQUE...

PONTE SOBRE O TEJO

Era assim , ou melhor, começou assim...
Agora não.

AINDA NÂO FOI DESTA

O Cristo Rei, como D. Sebastião.
Qualquer um serve......

MADRUGAR

Do feérico madrugueiro

Ao pequeno almoço, vai um bom bocado. Na Garret, ali para os Estoris

14 novembro 2009

NAVIOS ESPECIAIS

A entrar em Lisboa
Mais uma João.... Coragem! Este navios são uma especie de " pronto socorro" dos mares. Transportam navios, torres de prospecção, fazem docagem, etc....
São muito especiais. Já aqui vimos o III que ficou em LUANDA, mas foi completamente recuperado dos 60 metros de agua salgada que tinha em cima.....

HORA LEGAL, OU NEM TANTO

No meu grupo, sempre que há grandes almoçaradas, e após os cafés com tudo, deliciam-se uns, a combinar grandes matanças de porco, outros a combinar enormes viagens e mais almoçaradas, outros ainda que pura e simplesmente adormecem no meio da bagunça. Hábitos de emprego.

Há pouco, tive o prazer de estar numa mesa e de ter uma alteração de peso, seguida de um trovejar também de peso sobre a mudança da hora; Sim, esta nossa manobra bianual, (Março e Outubro) que tem tanto de estupidez como de desinteresse para todos nós.

Pelo que sei, até 1911 andávamos cerca de meia hora atrasados em relação a GMT. A nossa hora legal era 36 minutos e 45 segundos antes da hora no meridiano de Greenwich. O que estava certo com o Sol, que "navega" 15 graus em cada hora. É verdade, o malandrito não pára. E como o nosso país está em grande parte no fuso -1, (apenas algumas zonas fronteiriças estão no fuso 0) esta hora era quase certa com o Sol, com os devidos respeitos à equação do tempo, que empurrava para mais 16 minutos ou menos 14, consoante a altura do ano.

Depois em 1916, e após a França ter iniciado o que seria a Hora de verão, Portugal seguiu a pisadas, e lá começámos nós com a dança dos relógios, para trás e para a frente, seguindo muito provavelmente os nossos hermanos, para acompanhar as modernices da época: Os comboios. O que não nos ficava mal. E isto veio até 1966, com a interrupção da Guerra Mundial, onde apareceu a dupla aceleração: Adiantava-se em meados de Março uma hora; em fins de Abril avançava-se mais uma; em fins de Agosto atrasava-se uma hora e em fins de Outubro voltávamos hora de Inverno (hora do meridiano de Greenwich).Mas isto compreende-se perfeitamente.

Em 1966, fartos desta geringonçada, seguiu-se a Europa na procura da hora única em todos os países da Europa Ocidental e Central, para obviar às perturbações que as mudanças de hora originavam nos transportes e telecomunicações internacionais. Portugal não poderia ter ficado alheio a esta corrente, e em Outubro ficou consagrado que no território do Continente a hora legal passaria a ser durante todo o ano a hora da Europa Central, isto é, o Tempo Universal aumentado de uma hora ; a Madeira passaria a ter durante todo o ano a hora do meridiano de Greenwich e os Açores menos uma hora.

Depois, em meados da década de 70, voltámos a mudar.

Fulaniza-se estas coisas, e depois é o 1912 outra vez.

O dia solar médio e o dia solar verdadeiro apenas coincidem quatro vezes ao longo do ano: 15 de Abril, 14 de Junho, 1 de Setembro e 24 de Dezembro; depois a diferença pode variar entre menos 16 minutos e 23 segundos em 4 de Novembro até mais 14 minutos e 22 segundos a 11 de Fevereiro.

07 novembro 2009

MARGEM SUL

A fotografia, está de acordo com o que as nossas autoridades pensam do local.
Não digo mais.

DE RABO ALÇADO

Já os vimos de rabo alçado, contentérrimos de tanta carga....
Este , derrabado na giria de bordo, aguarda reparos no helice de proa. Só pode.

CAPARICA - REFÚGIO

Para que possam ver , atravessar os bancos de nevoeiro, romper a negritude das noites e as tempestades imprevistas , os povos da Bacia Mediterranica desde muito cedo dotaram as suas embarcações de olhos, guias improvéveis de homens que se diziam destemidos.
Vulgares nas culturas do Norte de Africa, vão persistindo em alguns locais da europa, com dificuldade.
Ficou-nos o gosto.

FUNCHAL

Nada expectável, encontrar assim o " nossso" Funchal.
Rodeado de cereais, e de pombos.

RIO SUL

É um centro comercial no Rio de Janeiro,em zona " à prova de bala "
Aqui a versão lusa. E maritima.