23 outubro 2012

SORLANDET

 
É um full rigged ship, de três mastros. Clipper também para os anglo-saxónicos.  Nós somos mais elitistas, e às tantas sulistas.Chamamos-lhe Galera, e que tem a vestimenta como se mostra abaixo.
Os dados sobre o Sorlandet, que é uma das regiões meridionais da Noruega ( se é que as há), estão  neste link.
Está fretado a uma fundação canadiana, e por isso mostrava a bandeira de registo, tendo ainda envergada ao lado a bandeira do Canadá.
 


COSTA CONCORDIA TITANIQUIZADO







O Capitão Schettino está em tribunal, já culpado e ainda não acusado, da perda de 32 vidas e, igualmente, da perda do seu navio. Isto , para além da destruição do ambiente marinho, porventura o mais  caro às noticias.

O Capt. Schettino, como todos os capitães, tem um conjunto de oficiais em quem delega responsabilidades, nas respectivas funções. Esses oficiais, ao contrario do que se possa pensar,  não são escolha do Capitão, antes impostos por conceitos economicistas difíceis de entender.

Modernamente, nem o armador sabe quem tem a trabalhar para si.

Hoje em dia, é vulgar verem-se perfeitos lavradores, titulados pelos mais variadíssimos certificados, embarcados e  embasbacados, a desempenharem as mais variadas funções de forma normalmente pouco ou nada eficaz.

 Provêm normalmente de países sem contacto com o mar, ou então com muito pouca tradição marítima.

 Pelo contrario, em países ribeirinhos, tradicionalmente marinheiros, são desincentivadas todas as profissões ligadas ao mar, com a excepção, como tenho referido,  da versão lusa da arte de vender BOLAS DE BERLIM, ao sol de verão.

Talvez seja esta, uma das principais razões da subida do numero de acidentes, e igualmente do incremento da gravidade dos mesmos. Tem-me sido referido  por observadores mais atentos, que apesar do menor numero de navios que sulcam os mares, da maior panóplia de novas tecnologias, e de uma suposta melhor ( ??) formação de todos os intervenientes, os acidentes acontecem com demasiada frequência.

Provavelmente o COSTA CONCORDIA será um dos casos.

Construído para albergar 5 000 almas, deveria ser um dos expoentes da nova construção naval.

Parece que não o foi. Com uma rasgo “  à la Titanic”, demorou pouco mais de uma hora a ficar com está, e, não fora o facto dos fundos serem baixos, teríamos porventura algo de diferente , para muito pior, como tema de conversa.

A industria do turismo embarcado movimenta muito mais dinheiro do que o que está agarrado à simples venda dos bilhetes.

Talvez por isso se fale tão pouco deste caso, e haja tantas desculpas para explicar o inexplicável. Por isso também deixo cair o caso, mas nada satisfeito.

Registo contudo, que o Capt. Envolvido, fruto talvez do seu desvairo,(?) não deverá ser ilibado, mas se o condecorassem, não viria grande mal ao mundo.
 
 
A INDUSTRIA assiste a este desenrolar impávida e sereníssima. As administrações, igualmente, ao confiar cegamente em nomes.

 

17 outubro 2012

PORTUGAL DE HOJE 2ª PARTE

 
A memoria politica dos homens dura menos de quatro anos. Muito menos. E isso faz com que, os bandidos de hoje, corruptos políticos à beira da prisão ( só à beira) apareçam como heróis  pouco tempo depois.

Não me refiro a ninguém em particular, descanse. Sei que deverá haver por aí políticos e gente que se dedica a isso - o que quer que isso seja – honestos e dedicados. Não me recordo de nenhum, mas devo ser eu que ando esquecido.

Vem isto a propósito de um artigo , da autoria de Maria do Céu Lopes, publicado no jornal da minha terra, O ILHAVENSE, onde refere algumas frases actualíssimas, proferidas pelo Dr Mario Soares, em datas não muito distante. Creio que a Srª Dª Maria do Céu Lopes não se zangará comigo por esta minha má acção.

- Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto. – Diário de Noticias, 27de Maio de 1984

- Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo. – Jornal de Noticias, 28 de Abril de 1984

- Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a politica que está a ser seguida é a necessária para Portugal. - – Jornal de Noticias, 28 de Abril de 1984

- Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível. – RTP 1 de Junho de 1984

- A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós. - RTP 1 de Junho de 1984

- Desemprego e salários em atraso, isso é uma questão das empresas não do estado…. Isso é uma questão que faz çparte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores….. O estado só deve garantir o subsidio de desemprego. - – Jornal de Noticias, 28 de Abril de 1984

- Pedi que com imaginação e capacidade criadora, o Ministério fdas Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgirem estes novos impostos. – 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

- A imprensa portuguesa ainda não se habitou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa .-  Der Spigel, 21 de Abril de 1984

 

Com o povinho que Deus lhes deus, fazem tudo e de tudo.

Abençoados


PORTUGAL DE HOJE 1ª PARTE

11 outubro 2012

1ª REPUBLICA


Sem grandes delongas, a contenção das despesas publicas passam só pelos despedimentos -
Até agora, a coisa foi mascarada com as saídas para a reforma, onde mudavam a conta e coisa desaparecia momentaneamente.
Mas agora  é mais à séria. e há mesmo que poupar. Globalmente. O sr Deputado Zorrinho, já nos deu a receita. Trocam-se os BMW´s pelos AUDIS e a coisa vai.
Claro despedem-se as pessoas que sempre fizeram falta, e que à conta dos seus empfregos construíram sonhos e castelos.
Deixar de comprar os carros, esquecer as mordomias, mesmo por pouco tempo que seja, é que NÃO!
Não podemos andar de CLIO.
Muito bem senhores  Deputados.
Eu, português , digo-vos: FUCK YOU VERY MUCH.
E tenho vergonha por vós.E de vós.







 

08 outubro 2012

Dª LUISA, AINDA



          A Dª Luisa, ao afrontar um sr.deputado, referiu que  nos seus olhos  viu desprezo e arrogancia.
Próprio de quem não ousa misturas, dizemos.
Não define a classe, mas para evitar situações menos claras no futuro, deviamos passar a lidar mais com os senhores (as) , fazer com que sejam eles o garante e não os partidos, abstratos e impessoais.
É facil, o mundo sabe como se faz.....
Creio ser a ocasião esta, onde haverá  pouco que fazer. No fundo, no fundo, é só contar o dinheiro dos outros.
Nós, os marinheiros, temos a vista do mundo por estes vidros, retratados acima.
Mas sabemos ver.



 

06 outubro 2012

Dª LUISA TRINDADE, A PORTUGUESA

 

O desencanto é como a absorção, mas ao contrário. É desengano, atirado de chofre à cara. Ficamos aturdidos, sem reacção é à espera de algum santo milagreiro ou poção mágica que nos restitua o ar.E o orgulho.

Orgulho que vamos procurar na rua, entre iguais, também desenganados deste mundo de faz de conta. Faz de conta que temos e faz de conta que não precisamos.

Temos o melhor povo do mundo, dizem-nos. Não nos explicam é que é pelas piores razões que temos o melhor povo do mundo.

Se eu ganhar, vamos ter mais feriados. Lógica Socrática, que dar o que não é nosso, não é fazer de conta. É destruir de facto.

Erro colossal, também se apregoa da última governação , como se não houvesse passado.

Pois o melhor povo do mundo, com quem eu orgulhosamente me misturo, prepara-se, e já não espera por um D. Sebastião nevoeirento, falho de pontualidade. Prepara-se.

A D. Luísa Trindade foi a voz dos Portugueses, ao gritar que não é a bandeira que está ao contrario. São eles, que estão de pernas para ar, à espera que os portugueses os endireitem.

Também de quem já queimou, pisou, e fez milhentas tropelias à bandeira, virá-la de cangalhas até que foi bom…..

Desenganem-se os Costas, Cavacos, Soares, Sampaios , Guterres e companhia limitada. Não vão voltar a falar por nós. Não vão poder prometer o que lhes não pertence, oferecer a alguns o que é de todos. 

 


E quando pensarem que já viram de tudo, então desencantem-se e desenganem-se. Nós estamos a chegar.

05 outubro 2012

SERÁ AGORA ?

Em 2011
da imprensa
 
O Bureau Veritas vai classificar dois navios asfalteiros a serem construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Estes navios serão os maiores do mundo, no que diz respeito ao transporte de asfalto.

As suas características principais, 188 metros de comprimento, 27000 toneladas de porte bruto e calado de 9,5 metros diferenciam estes dois navios asfalteiros, cuja construção terá início em Outubro deste ano nos ENVC. Este projecto pioneiro encontra-se em fase de aprovação e após a sua conclusão, prevista para 2014, estes navios tornar-se-ão os maiores do mundo, ultrapassando a barreira das 8000 toneladas de porte bruto dos navios de transporte de asfalto actualmente existentes.


Navio asfalteiro

O contrato celebrado entre o Bureau Veritas e os ENVC prevê, por parte do Bureau Veritas, a classificação e certificação estatuária dos navios e, por inerência, a certificação dos materiais e equipamentos empregues. Para a adjudicação deste contrato foi determinante a qualidade e experiência do Bureau Veritas, e o facto de este dominar o mercado no que diz respeito às novas construções”, acrescenta Miguel Morgado, Chefe do Departamento de Novas Construções. Ainda antes de ser assinado o contrato, o Bureau Veritas prontificou-se a prestar todo o apoio técnico necessário, dando a conhecer aos ENVC as suas ferramentas e métodos de trabalho.

Este contrato surge no decorrer de um acordo celebrado pelo Governo Venezuelano, para a construção de dois navios asfalteiros para a PDVSA Naval, num contrato da ordem dos 130 milhões de euros. A construção dos dois navios assegura 45 meses de trabalho aos ENVC, sendo que o primeiro navio será entregue à PDVSA Naval daqui a 36 meses e o segundo daqui a 45 meses. O contrato celebrado entre o Bureau Veritas e os ENVC representa uma facturação de 1,5 milhões de euros, terminando em 2014.

Quando as dimensões e complexidade de um navio representam um desafio significativo, apenas sociedades classificadoras como o Bureau Veritas possuem a competência técnica e a experiência necessárias para proceder à sua aprovação e inspecção, independentemente do seu local de construção, recorrendo a uma rede internacional de escritórios extensa e reconhecida.
 
 De hoje, Outubro 2012

Estaleiros de Viana vão trabalhar em pleno até 2014



Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão trabalhar em pleno até 2014 em resultado do novo acordo para a construção de dois asfalteiros para a Venezuela e pela conclusão de um patrulha para a Marinha.
A informação foi avançada hoje à agência Lusa pela administração dos ENVC e resulta das adendas ao contrato de 2010, no valor de 128 milhões de euros, rubricado com a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA).
Este acordo permitiu retirar os estaleiros da situação de incumprimento contratual em que se encontravam há vários meses - que colocavam a PDVSA em condições de denunciar o acordo -, possibilitando o início da construção.
«Com esta carteira, os ENVC empregam o pleno do seu actual quadro de pessoal, o que é motivo de grande satisfação para a administração», acrescentou a fonte.
A empresa já recebeu da Venezuela, até Junho de 2011, cerca de 10 por cento do valor do negócio, correspondente a 12,89 milhões de euros, verba utilizada noutras obrigações "que não as do contrato".
O novo acordo com a Venezuela, sublinha a administração dos estaleiros, representa ainda um «dado decisivo para o futuro e para o processo de reprivatização da empresa» por «acrescentar um volume significativo à carteira de encomendas em curso» e de «diversas reparações já contratadas».
Além da construção destes dois navios asfalteiros, cuja entrega, precisou a administração, está prevista para Março e Novembro de2014, acarteira de encomendas contempla também a retoma da conclusão do navio-patrulha NRP Figueira da Foz e os acertos finais no primeiro destes navios para a Marinha, o NRP Viana do Castelo.
Com o aditamento ao acordo com a Venezuela agora assegurado, o negócio permanece na carteira de encomendas dos ENVC, estando o retomar da construção dependente da aquisição de material, sujeita às regras da contratação pública que vinculam a empresa, e também do processo de reprivatização em curso.
Esta é já a segunda revisão ao contrato, depois das alterações dos prazos de entrega negociadas no início deste ano, pelo que o processo já leva mais de um ano de atraso face ao primeiro acordo, celebrado em 2010.
Em causa estão dois navios com 188 metros de comprimento para transporte de asfalto.
Diário Digital com Lusa

Agora meu: Estamos LIXADOS!!!!!