19 fevereiro 2010

MAR DA PALHA - MAR TENEBROSO


Já lá o soberbo Hipótades soltava
Do cárcere fechado os furiosos
Ventos, que com palavras animava
Contra os varões audazes e animosos.
Súbito o céu sereno se obumbrava,
Que os ventos, mais que nunca impetuosos,
Começam novas forças a ir tomando,
Torres, montes e casas derribando.



Não eram os traquetes bem tomados,
Quando dá a grande e súbita procela:
"Amaina, disse o mestre a grandes brados,
Amaina, disse, amaina a grande vela!"
Não esperam os ventos indinados
Que amainassem; mas juntos dando nela,
Em pedaços a fazem, com um ruído
Que o mundo pareceu ser destruído.




2 comentários:

João Manuel Rodrigues disse...

Mui tenebroso Mar da Palha, diga-se.

João

BLUE MOON I disse...

Pois claro....
Mas essas duas figurinhas , fizeram-me pensar.....