07 Julho 2009

OS COSTEIROS DAS NOSSAS COSTAS - JOAO BRÁS

Lembram-se com toda a certeza de me ver a defender o trafego costeiro no nosso país. É algo de inexistente, salvaguardando alguns casos muito especiais, que agora se calhar , nem isso ( o gáz).
O meu espanto foi total, quando passei por estes senhores e ouvi no vhf a informação ao VTS de Lisboa que is para FARO.
Fiquei que nem posso.....
Já temos, não sei se navio, mas costeiro temos sim senhor.

SVITZER LEIXÕES

À saída, foram todos saudados com o Chuveirinho.....
Imagem de marca.
Pois, e o navio de saída era o Splendida

INDEPENDENCE OF THE SEAS

Wich side alongside??
Port side or Starboard side??
Outside.....
Estava assim, muito no meio dos caixotes....

MSC SPLENDIDA

Esplêndido, é mesmo.

Navio, navio...... Não o é bem.

É mais uma torre de apartamentos a boiar. Bem caiado.

Acabadinho de baptizar, em St Nazaire - 4 de Julho

Alguns dados:

Gross tonnage 137.936 tons e algumas gramitas de pó, no tapete

Comprimento :333,3 m

Boca :37,92 m

Pontal :66,8 m

Trata-se, na denominação corrente , de um POST PANAMAX, o que quer dizer que, mesmo muito bem, mas mesmo muito bem besuntado com o melhor dos untos, não passaria no Canal de Panamá.

Tem uma superfície total de 450.000 m2, dos quais cerca de 30.000 m2 são públicos. Como os órinóis. Um campo da bola, memo o do Benfica, tem 10.000 m2; que é aliás a medida base das superfícies. O campo.

Possui 18 conveses, sendo 13 como os órinóis.

Velocidade máxima de 22,55 nós.

Possui 2 estabilizadores, e que trabalham, assim mal acomparados como os dos aviões. Muitíssimo eficazes na água. No vinho, estamos à espera de um teste realizado na Boavista, e com resultados a tornar públicos ainda este decénio.

Passageiros 3 274.

Cabines 1 637, das quais 43 para pessoas com necessidades especiais.

Tripulantes 1 332.

Piscinas 5

04 Julho 2009

32 NÓZES

É assim que se anda depressa.

28 Junho 2009

CANEIRO DE ALCANTARA

Para quem não esta familiarizado, o Caneiro de Alcantara é um emerdário muitiissimo grande, que desagua, apesar das negações e omissões , carregado de cxxxxlhões e outros artefactões , subproductos da alimentação humana no rio Tejo, ali no chamada Avançado de Alcantara. O cheiro, nauseabundo, empastelava-se nas fragatas Espanholas Canarias e Navarra, por terra de nosotros; Dando a entender que seriam os nuetros hermanos ( ou nem por isso) a desovar os dias de mar e de prisão de ventre especialmente acumulados para nos presentear.
Mas não, a fotografia esclarece. A mancha que parece sombra, não é; É mxxxda!!!! Com uma pureza de tresandar!!!!O resto são conversas.
O Metano chamou-me a atenção. Pela quantidade. Pouco soluvel na água, estão ver .....
Era o que nos tocava, ali ao lado.....
Ora eu tinha estado a ler que na Suécia, bastavam 100 pessoas sentadas na sanita, com algum esforço, para fazer andar um automóvel. Nada de mais, diremos. Nós por ventura, as mesmas 100, fariamos andar um TGV, quiçá uma camioneta do Correia e Charlim!!!! Antes do pequeno almoço.
Bom, mas ali em Alcantara e no rio, temos o problema da Carris resolvido. E se calhar o da Transtejo, Soflusa e por aí adiante.
E a ver pela quantidade de xxxda que tem vindo à superficie, estes ultimos anitos, teremos porventura a independencia Nacional assegurada, atirado com as explorações do petroleo a 6 Km de profundidade para a calendas, e institucionalizado um novo imposto.
Sobre o papel higiénico, está claro. Porque sobre a dita, já existe há muito.

O CÉU AINDA NOS VAI CAIR EM CIMA.....

Em 2008, a RPC tinha em mãos ordens de construção de 2 500 novas unidades. Além disso, detém cerca de 25% da tonelagem mundial. Conjuntamente com a Coreia do Sul, com os seus 36%, atiram com 61% da Tonelagem Mundial. Na Coreia do Sul, unidades de grande porte. Na RPC, unidades mais pequenas.
Enquanto que até ao ano passado, a construção naval estava nas mãos de reconhecidos estaleiros, nos 2 últimos anos proliferaram perto de um milhar de estaleiros, que no nosso português, se poderiam chamar de berma da estrada (do mar, no caso). Se se pensar que em alguns casos, estes estaleiros só iniciam a actividade após receberem uma ordem de construção, podemos ajuizar da qualidade do trabalho e da especialização dos seus trabalhadores. Se é certo que a Coreia do Sul, ou o Japão tiveram este problema da especialização, também o é o facto de rapidamente terem resolvido a questão, com recurso a especialistas. Que no caso presente muita falta fazem. Dizem alguns que um bom soldador, nos anos de ouro da construção naval na Coreia do Sul podia chegar a ganhar qualquer coisa como 67.000 US dólares por mês. Na RPC, isto é impensável. Muito pelo contrario. Aproveitam o raio x feito a uma soldadura que esteja aprovada, para a fazer passar pelas outras peças. Assim, a mesma imagem, ilustra milhares de soldaduras, não correndo o risco de serem detectadas deficiências. Também o facto de haver navios novos, com o fundo dos tanques cimentados, não atesta muito do engenho desta gente. Aço retirado de demolições, é normalmente aplicado nas construções novas; Muitos destes estaleiros Sea side, não possuem gruas, ou docas, sendo que os navios são construídos um bocado ao Deus dará, como se diz. Trocar centímetros por polegadas, é useiro. Também, quando não se sabe ler um desenho técnico, tudo é possível. Depois, navios a carregar menos que o inicialmente apontado, a navegar a menor velocidade, e sabe-se lá em que condições…. E para que a cereja esteja no ciminho do bolo, há insinuações que alguns destes estaleiros ofereciam pretensamente alguns bónus ou extras aos novos armadores, se estes contratassem a Sociedade classificadora por eles indicada. Bom, também houve naufrágios na viagem inaugural. Mas o que é isso, comparado com o facto de neste momento, ELES ANDEM AÍ, sem se saber quem são, quantos são, ou como são. É caso para dizer : FUJAM!!!!!!!
Para se tentar perceber os porquês:
Em meados 2006, um determinado tipo de navio custava, a alugar 15.000 us$ por dia.
Em meados 2008, esse mesmo navio custava 175.000 us$ peças mesmas 24 horas.
Durante esse periodo, só no transporte contentorizado, o aumento da tonelagem disponivel duplicou. E não falamos em centenas de milhares de toneladas..... è de muito mais!

27 Junho 2009

PRINCIPE PERFEITO

Na molhada.....
Como convèm.....

SÁBADO DE MANHÃ

Que linda falua, lá vem, lá vem.... Mais uns metros, e tinhamos o verso a rimar com a fotografia.....

MARTIM MONIZ

Se lhe disserem que o Martim Moniz É ali para os lados de Cacilhas.....
Foi um dia de azáfama. Tira navio, fundeia navio, tira navio, leva navio, atraca navio.....
Até eu estou cansado.
Sei que já todos falaram nisto; Mas expliquem-me, como se fosse loirito, o que é que vai ser destes navios???
Será para vender, para depois se poder comprar para tornar a vender, que é para poder comprar novamente, e por aí adiante??

ÚLTIMOS BORDOS

Com o risco da ponte a servir de linha, lá vai bem mareadinho.

26 Junho 2009

FESTIVAL

Festival,
SVITZER, pois rápidamente o Navio de cruzeiros é esquecido.
Fica na retina, o trabalho dos rebocadores.

TRAFEGO INTENSO

E ainda falta um submarino, que se calhar, e por ser isso mesmo, não o vi.

AFONSO CERQUEIRA

O NRP AFONSO CERQUEIRA, corveta da classe Batista de Andrade, a chegar a Lisboa As corvetas são navios de escolta ou de patrulha, com deslocamentos que vão das 500 às 2000 toneladas. As corvetas aparecem na Marinha Portuguesa, no início do séc. 19 por reclassificação das fragatas mais pequenas.
Características
Deslocamento 1380t
Comprimento 85m
Boca máxima 10,3m
Calado 3,3m
Pontal 6,20m
Altura do mastro 22m
Velocidade Máx 22nós Propulsão
2 Motores OEW Pielstick 12 Pc2.2 V 400 Diesel 12.000hp
Armamento e sensores
1 peça de 100mm Creusot-Loire
2 peças Bofors de 40mm/70
1 radar de navegação KH5000 Nucleus
1 radar de navegação Racal Decca RM 316P
Guarnição
Oficiais 7
Sargentos 14
Praças 51

ACABADINHO DE CHEGAR

Foi incorporado à Marinha do Brasil, no dia 21 de maio, em Falmouth, U.K., o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia”, em cerimónia presidida pelo Subchefe de Organização e Assuntos Marítimos do Comando de Operações Navais, Contra-Almirante Rodolfo Henrique de Saboia.
CARACTERÍSTICAS
Deslocamento máximo 6.700 t
Comprimento 137,50 m
Boca 18,30 m
Calado 4,80 m
Raio de ação: 9.200 Mn a 15 nós
Velocidade (cruzeiro/máxima.): 14/16 nós
Propulsão: 2 MCP Wartisila diesel Bow-Thruster
Armamento: 2 metralhadoras 20mm Gamb-O1Tripulação: 150 militares
Manhã de 26 de Junho 2009

25 Junho 2009

O LEÃO HOLANDÊS

O Leão Holandês que não é um leão.
Tão pouco Holandês.
É um bonito navio , de esbeltas linhas, que nos delicia quando se passeia no rio. Pena que não o
faça mais vezes. E de bandeira Portuguesa.
Aqui, em FESTA, com os SVITZER a ajudar.

NILEDUTCH em Lisboa

Há muito pouco tempo, dei de caras com este grafitti. ENORME
E este navio vai continuar pelo menos até Outubro, altura em que verá de novo as cores da NILEDUTCH, a ser uma enorme paleta de grafitti, obra de cerca de 50 jovens artistas, que, de latas em mão, transformaram assim o navio.

NEM SEMPRE É A MELHOR DAS ESCOLHAS

Espero que esta não seja NUNCA a última imagem de uma embarcação. É lugrube, mal cheirosa, acanhadita e húmida. Um artista vê o trambolhão de frente. Todos os outros, por força dos assentos, sentem-no. Estão de costas. E se calhar de olhos fechados.

25 DE JUNHO 2009

Creio que será uma Première, esta imagem do "ZÉZITO". Uma força do Rio. Número IMO - 2223555 Porto de Registo - Lisboa Arqueação Bruta - 16,06 t Arqueação Líquida - 4,82 T Comprimento fora a fora - 11,22 m Boca - 3,26 m Pontal - 1,36 m Calado - 2,20 m Máquina Principal - 1 motor Diesel Cummins 190 bhp a 1800 rpm Força de tracção máxima - 4 t
Em missão de soberania, na fronteira com o Grande Sul, a nossa Unidade de Auxilio de Marinha 122.

24 Junho 2009

FOI ASSIM

Deveria ser uma vista muito próxima destas imagens que os Nossos de quinhentos teriam

22 Junho 2009

TRANQUILIDADE

Deve ser assim, um dia tranquilo. Parece que nada nos pode tocar.....

POSTAIS DO RIO

LA FIN DU RECIT

Havia este ar do mar , à espera. Ar frio, e em contacto com a água quente(?) do mar deu este nevoeiro preto, que tanbém não durou muito.
Depois fomos, como se pode ver, , até à bóia 2, à falta de melhor (1).
E seguimos para dentro, sempre para dentro

07 Junho 2009

ESTRAFEGO

Já se trazia cerca de 850 milhas de navego, neste periplo
Devidamente identificados, lá entramos na Zona de Acompanhamento do Trafego Maritimo, na nossa costa, a cargo da Nossa " ROCA CONTROL
Os 600 metros de estrafego não davam muita margem para manobrar, e assim, foi requesitada ajuda .
Algum tempo depois, era ouvir o anuncio do nosso transporte, e ver os navios nas suas lanes a evitar cruzar a nossa proa.
Foram fantasticos, lá do R.C.
Até o skipper deste Super Maramu (Amel 54 ??), a nosso pedido passou pela popa.
Bom homem.
Não sei se não estará na doca do Espanhol, já.
Pouco vento, e muito motor. Estas barcoletas têem uns 100 cavalitos , lá por baixo, para estes dias.

INTERVALO

".....
A economia portuguesa falhou a sua entrada no padrão de modernização da globalização competitiva, como já tinha falhado o seu programa de ajustamento do seu modelo de desenvolvimento associado com a integração na União Europeia (então designada como Comunidade Económica Europeia), não aproveitando as oportunidades oferecidas pelos recursos transferidos como fundos comunitários e o alargamento do mercado de referência dentro das condições da liberdade de circulação.
......
Não é justificável atribuir a explicação desta discrepância a protagonistas políticos específicos, pois todos os que têm exercido funções de decisão, apesar das suas diferenças de estilos, de conhecimentos próprios e de posições políticas ou analíticas, acabam por produzir a mesma distância entre o que programam e o que concretizam. E nem sequer se poderá circunscrever esta avaliação do que é anómalo aos protagonistas políticos, porque tanto no campo económico ou no campo cultural, como nos debates desenvolvidos na sociedade, não aparecem, em tempo útil, vozes discordantes que alertem para a possibilidade de se voltar a encontrar uma distância irrecuperável entre o que se anuncia (e se aceita como sendo possível) e o que se concretiza (para depois se lamentar esse fracasso, como se não houvesse memória das idênticas lamentações anteriores).
....".
IN HYPERCLUSTER das economias do mar.
Ainda não li tudo. É uma tarefa ardua. Mas acredito que escrever este relatorio terá sido ainda mais dificil.
Culpabilizar tudo e todos e desculpabilizar todos não é para todos....
Hoje, talvez o bom POVO PORTUGUÊS tenha dado uma lição a muitos.

05 Junho 2009

O ACRESCENTO

E assim fomos acrescentados, quase por milagre. O estrafego, todo bem medido, seriam 600 metros, ( daqueles de vender, e para impressionar). E esses metros todos rabiavam, rabiavam.... Se bem que nosostros também não ajudariamos. E havia o omnipresente balanço, balanço....

03 Junho 2009

A PEGA - PARTE 2

A aproximação é lenta por natureza. A capacidade de manobra destes rebocadores, vai alem do imaginavel....
Aqui, a mestria de Mestre Camilo, coloca o reboque junto ao navio, mau grado os balanços desencontrados, a contrariar os nossos esforços

Antes de se passar a retenida - mensageira do enorme cabo e correntes, que vão servir para o reboque.

02 Junho 2009

A PEGA - PARTE 1

Alguns momentos ( breves) antes da emoção da dita pega; O Chefe Luís perscruta o horizonte à procura dos piratas dos Iémens e Correlativos.
A Capitoa Dulce, O Sr. João Augusto, O Sr. Jaime, e as Costas do Chefe Luís.
A tensão dos últimos momentos, bem visível
A preparação do guincho da popa

Aqui fizemos notar ao Jaime que o capacete tinha caído, e não fosse algum avião(??) cair-lhe em cima, era melhor colocá-lo de novo.

A prova que o sexo fraco afinal não o é!!! Nesta imagem, a Capitoa Dulce a agarrar nas 2100 toneladas do EE Enterprise, e a puxá - lo mais para o lado!!!!

O MV EE ENTERPRISE

Guardadinho para nós, Neptuno lá conservou o naviozinho umas milhas largas fora do sitio, mas conservou. Primeiro para Norte, o que causou perplexidade, e depois para Sul, de forma a colmatar o anteriormente (??) navegado.
E de facto a 27 de Maio, pelas 19 30 UTC, lá nos aproximamos " deles".
O estado do mar aqui estava ligeiramente melhor do que a Norte, mas mesmo assim, o balanço prometia complicar as coisas. Mas nada que Mestre Camilo não esperasse. E não resolvesse
Estas imagens , que aqui partilho, vão ficar na minha retina para sempre; Pela beleza e pela circunstancia especial de impotência, que o navios nos transmitiu, nesta situação particular. Este navio, resguardo de tantas e tantas tempestades, estava completamente à mercê dos elementos, indefeso. O mais leve estremecer do mar repercutia-se no navio.

01 Junho 2009

DE VIAGEM E DE ROTA BATIDA

Por um destes acasos do destino, o navio teve de ir rebocar ( assistencia em viagem) um navio aos 32n e 13 w. De forma que lá vou eu. E eles, do rebocador.
Sempre mar de popa para o Sul, mas atravessado.
Entretanto no navio avariado esperava-se e desesperava-se por nós, com balanço que deverá ser bonito de imaginar. Claro que antes ali, nos 32 que lá pelos Nortes, mais de mar e de vento. De facto, por ali, só os alíseos, que se fazem sentir até Cabo Verde.
Os 32 onde fomos, ficam a 175 milhas das desertas, um pouco ao SE.
Cruzámos alguma navegação, com velocidades muito próximas do ZERO, o que quer dizer que aguardam ordens.

Estes navios são visitas frequentes nos portos da Europa. Lisboa, apesar de não estar na Europa dos Portos, também o recebe.

Também a chamada navegação de Recreio, que por vezes disso não tem nada, esteve bem presente.

As duas imagens ilustram as condições " bem musculadas" em que o barquinho(??) navegava, Mas deva para ver que tinha menos balanço que nosotros, que andavamos constantemente na bailação.

SVITZER LEIXÕES

Fotografia surripiada a João Fernandes, do blog SHIPS PHOTOS MAGAZINE. Aqui, o rebocador a navegar embandeirado, no rio Tejo, com Alcantara e a Ponte sobre Tejo , ao fundo. Nome - SVITZER LEIXÕES Número IMO - 8000848 Número Oficial - LX-33-RC Bandeira - Portugal Porto de Registo - Lisboa Sinal de Chamada - CSXW6 Ano de Construção - 1981 Construtor - Tille Scheepsbouw BV - Kootsterltille Arqueação Bruta - 255 t Comprimento fora a fora - 28,81 m Comprimento entre perpendiculares - 27,01 m Boca - 9,63 m Pontal - 3,65 m Calado - 4,68 m Máquina Principal - 2 x Motores Bolnes 8DNL 150/600 de 8 cilindros Potência - 2400 BHP Velocidade máxima - XX Força de Tracção - 40 t.m História - NV Reederij v/h Gebroeders Goedkoop "GRONINGEN" [1980-1987], Willem Muller Nederland BV "GRONINGEN" [1987-1990], NV reederij v/h Gebroeders Goedkoop [1990-1999], Phildeco "GRONINGEN" [1999-2000], Svitzer Amsterdam "GRONINGEN" [2000-2005], "SVITZER LEIXÕES" [2005- à data ]
Visto da popa, não nos diz muito, mas é um " pequeno heroi" no mar. Não deixa muitas opções quanto ao dormir e comer.... Sentimos a falta de pelo menos, mais um par de mãos.....
Vista do enoooorme encanamento de abastecimento de água ao monitor de Combate a Incendios. - E que faz aqueles bonecos engraçados, quando em festa....
A ponte, com o " funcionario" de atenção ao leme.- "Manipanço" , bolo rei, roda, consoante a forma que se tem na mão e o expressionário dos rapazes.
Neste caso o Sr. João Augusto, Marinheiro do Rio de há 4 décadas.

O verdadeiro menino do Rio....

22 Maio 2009

O MAR VISTO .... DO MAR

Foi um mail de um amigo que as trouxe
Ondas de areia e de mar.
Parece que é um fulano, que ao fazer KITE SURF, vai fotografando o que se passa po baixo.
Em boa hora......
Mais flor que água

DEVE SER ASSIM

Aqui há atrasado, um dos navios Cacilheiros de Lisboa teve de vir dos fabricos de Aveiro, essa bela bela localidade, ali pr'ós lados de Ilhavo - a Grande.
Ora bem, nos seus 10 nózes rameiros, que às vezes são 11, ou talvez 9 porventura por intervenção de Neptuno, lá descemos nós essa vertiginosa ladeira, que da Barra do Porto de Aveiro que é de Ilhavo, nos traz a Lisboa, onde parece que que tudo e de tudo neste pais aparece.
Pois se bem me lembro, o Roca Control queria saber se o Navio fazia tenções de passar por fora da AAE da Berlenga ( em Português area a evitar da ....). Claro que o navio dizia que sim, mas aproava ao Carvoeiro. E continuava nos seus ronceiros 10 nós; O Roca Control insistia, e insistia, e perguntava se as cartas estavam actualizadas, e se enfim, o navio estava bem entregue....
Estava, claro. Não digo a quem, mas estava.
E o desaforo foi tal, que às tantas lá o navio guinou para fora, por forma a evitar a tal AAE da Berlenga. Mas a saga não acaba aqui. Claro! Depois de dobrado este cabo tormentoso, onde já se ouve a onda média dos states, há que aproar à Roca, e devagar, devagarinho, lá os homens foram, na vã esperança do desalinho do Roca Control. Mas vã era e foi a esperança. O troar do VHF acordou mesmo os mais cépticos, e houve que rumar novamente para fora, para as famigeradas "lanes" do EST da Roca. Onde, a partir do momento que se quer rumar a Lisboa, de acordo com a regra 10 do RIEAM, tem de se cruzar básicamente nas perpendiculares à direcção das lanes. Ou o mais próximo possivel.
Quer isto dizer, que se tem, como se pode ver na imagem, de cruzar as lanes dos navios que sobem e dos que descem, sempre nos vertiginosos 10 nózes ( ou 11, ou 9) da praxe.
Agora, como se disse há atrasado, o navio em questão é um(1) cacilheiro, dos que fazem aquelas aguarelas fabulosas do Rui Neves.
ESQUEMAS DE SEPARAÇÃO DE TRÁFEGO (EST).
" Onde eles existam, é obrigatório seguir sempre pela via apropriada, evitando navegar sobre a zona de separação. . Um navio com comprimento inferior a 20 metros ou um navio à vela não devem dificultar a passagem dos navios de propulsão mecânica que naveguem num corredor de tráfego.. Quando for imperioso o cruzamento de um corredor de tráfego, tal deve ser feito perpendicularmente a este.. Deve-se evitar fundear no interior de um EST ou próximo dos seus extremos.. A entrada ou saída de um corredor de tráfego deve ser feita pelos extremos ou com um ângulo tão pequeno quanto possível em relação à direcção geral do tráfego."

21 Maio 2009

AS NOSSAS COSTAS

Foi definitivamente com o " crescer da navegação" e com o "crescer dos navios", devido ao aumento do comercio mundial, que levaria aliás a este sucesso de modelo económico que hoje conhecemos. Mas adiante, que hoje é de navios e de mares que falamos. Havemos de falar, um dia destes, do crescimento do território Nacional, embora seja um crescimento tapado por riba e muito molhado.Mas como eu dizia, o aumento das trocas comerciais e consequentemente, o aumento da navegação levaram a que os países ribeirinhos adoptassem , em conjunto, medidas para salvaguardar o seu património. Também terá ajudado os Amoco Cádiz ,Exxon Valdez, EriKa Prestige, e porventura outros mais pequenos mas maçadores, com toda a certeza. Eu pessoalmente ajudei, no canal de Kiel, e por mais que eu explicasse aos bundas potitzei que era óleo da cozinha, que tinha sido o cozinheiro que tinha
caído, ( pintei com mercúrio a perna do homem, para a encenação) e que era só um garrafão da cozinha....... Nada!
Moita carrasco .
Mas enfim.
Bom, nós por cá, também fizemos das nossas, e a Portaria 1366/2006 de Dezembro, é o culminar, penso eu, deste processo de primeiro criar e depois afastar os denominados esquemas de separação de tráfego. A titulo de exemplo, o E.S.T ( esquema de separação de tráfego) da Roca, que em 1968 estava a 5 milha da costa, em 79 passou para 9 milhas, e em 2005 distanciou-se para as 14 milhas, estando hoje próximo dos Açores. Talvez o caso mais bicudo tenha sido o cabo de S. Vicente que em 68 esteve somente a 1 milha da Costa.
Também houve um tira e põe, lá para os lados da Berlenga, colocando um EST em 92 e retirando-o em 2005. Ficou melhor assim, que se anda N/S desde Finisterra até S. Vicente. Ou ao contrario. E os gajos da Roca já não fazem tantas contas.... Entretanto, a repressão também foi objecto de trabalho especifico. O D. L 198/2006 explica timtim por timtim, como e o que é que se paga e para onde vai o guito. Isto para além de consolidar o atrás descrito. No fundo , acaba com o já acabado EST das Berlengas e cria a AAE - Área a Evitar da Berlenga, que é uma xatice para os cacilheiros irem a reparo para o norte ( ou virem de lá). A todos os COSTAS deste país.