quarta-feira, outubro 10

O ENCALHADO

Momento feliz da " captura" (em imagem, entenda-se) da chegada dos meios para desencalhe da embarcação que deu À PRAIA GRANDE, SINTRA.
1.257.986.369.123 - è o numero de pázadas necessarias para abrir um canal de navegação, oportunamente a inaugurar por Sua Excelência o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar.

terça-feira, outubro 9

NOVA GURITA PRAIA GRANDE

A meio da manhã, a chamada do meu amigo Cunha Lima, alertava-me para este acidente; Sabendo ele que os "assuntos do mar" interessam-me particularmente, não perdeu tempo em enviar a informação, com imagens e tudo! O que não impediu a viagem até lá, para ver, como o outro....
Quote:
A embarcação de pesca Nova Gurita, encontrava-se em dificuldades frente à Praia Grande, tendo a Marinha, após um pedido de socorro às 07h45, empenhado de imediato os meios necessários ao salvamento, disse à Lusa fonte da Marinha. Segundo a fonte, «os seis tripulantes acabaram por sair da embarcação pelos seus próprios meios», tendo sido encaminhados para o quartel dos bombeiros locais.
Cerca das 13h30, estavam envolvidos nas operações para tentar desencalhar a embarcação o navio Centauro, uma embarcação salva-vidas de Cascais e um dispositivo da Polícia Marítima. Estiveram ainda no local um helicóptero da Força Aérea Portuguesa e bombeiros locais. Durante a tarde haverá uma reunião com todas as partes interessadas com o objectivo de aprovar o plano de remoção do barco.
Ora isto é a versão 2 do caso, porque a versão 1, é muito mais simples ( não complicada) e fácil de entender:
- O barquinho, acabadinho de pescar, vai de arrumar as coisas e de se preparar para ir vender o pescado À DOCAPESCA; Tudo normal. O mestre pega no GPS, introduz a morada e numero da porta e zás, lá vai ele, direitinho para..... LOURES, morada da DOCAPESCA; Loures, essa bela localidade com seu castelo altaneiro e a sua longa costa, esperava pelo barquinho, que apesar de todos os esforços, não conseguiu passar da Praia Grande. Esta é a grande verdade; Enquanto o grande canal de Loures não for inaugurado, vai ser assim.
Depois digam que não avisei....

segunda-feira, outubro 8

REAL REGATA FINAL FELIZ 2007

Ficamos a aguardar a próxima prova. O Blue Moon lamenta ter chegado ao local com algum atraso ( O tempo de arrumar a cozinha e " por a mesa no convés" ) e de não ter mantimentos em abundância; Muito em especial o BOLO DE CHOCOLATE, que NUNCA MAIS vai faltar nestes eventos. Todos os que gostam do mar ( rio) deviam agradecer a esta organização pela festança. Todos os que gostam do mar e rio, de certeza que vão estar para o ano, com mais gente a proporcionar uma maior e porventura melhor animação .

REAL REGATA DE CANOAS 2007

Um regalo para os olhos marinheiros desta terra.

Afinal a tradição ainda é o que era!
Pena é que o impacto da regata, na minha modesta opinião, não seja mais forte, neste lado Norte do rio. Claro que a festa não era nossa.
E os actores , esses ,com toda a certeza que se divertiram.
BOM ANO, como diria o JFMV, que não quis vir, o TóTó!

EL CORTE INGLÉS

Atirou com o vento para trás das costas, e foi-se .....
Eu já só de piloto é que me aventuro nestas mareações.... Retranca oblige, que neste caso não há.....

O RIO EM FESTA 1

Muitas mareações à procura do melhor caminho

GAVIÃO DOS MARES

Falam por si, imagens destas.

REAL REGATA - A CAMINHO DA VITÓRIA

Sempre sózinho, caminhos bem escolhidos.
De MESTRE!!!!!!!!
O rio é assim: Ou se conhece, ou não se ganha!
PARABÉNS à tripulação da NINA. Determinação não faltou. Parecia que tinha encomendado o ventito ...

sábado, outubro 6

O QUE NÂO DEVE SER FEITO

Não se pretende obviamente " caricaturar" as pessoas, ou quem intervém, como peão; Reinamos com os modelos e reguladores! Estas imagens estiveram para ser " OS NOVOS ARRASTÕES DO ALTO" . Só que de facto, já não são novos, e de alto ..... Arrastam ao marisco encascado, e desenrascam-se.....E é proibido, dizem.

quinta-feira, outubro 4

GOOWINS

Nem sempre, mas isso é outra conversa; Os goodwins, deve ser o sitio do UK com mais navios afundados, mais navios fantasmas, mais piratas, mais de tudo daquelas costas. Consta que os Romanos vieram por aqui. A Grande Armada, que deu cabo dos nossos bacalhoeiros, também arribou por aqui. Os Forelands norte e sul limitam-nos.Passava-se muito por aqui no tempo dos Ecos .

A ULTIMA QUERENA

Já foi, com toda a certeza, um belo navio, cheio de velas brancas; Uma escuna talvez. O que nos resta

quarta-feira, outubro 3

KEN MAC INWIS

Um dos passarões sou eu. No camarote do gamelas, onde durante esta " pernada" de 43 dias ( média) vivia este senhor, que dá pelo nome lá de cima, mas para quem KEN era " enough" . Antigo pescador, apesar de novo, naufragou e esteve durante muitos dias à deriva debaixo de temperaturas extremas; De tal forma, que os dedos tiveram de ser amputados. Este senhor era (é ??) observador para o Ministério das Pescarias do Canada, pelo que embarcava nos nossos navios afim de nos controlar ( em off) e verificar o bacalhau , observando sexos e idades do peixe pescado ( oficialmente). Apesar de não ter dedos, como se vê, este senhor fazia ABSOLUTAMENTE TUDO o que há para se fazer, e com descontracção. Além de tudo o mais, acordava todos os dias com uma boa disposição contagiante, pelo que, apesar das distancias necessárias ( tínhamos de aldrabar, né??) era uma benção para todos. Comia que nem um leão. Fumava que nem um cavalo; Mais não sei. Era um dos que gostaria de rever.

terça-feira, outubro 2

O GRONELANDIA

O Gronelandia, lugre de 4 mastros , construído em madeira em Vila do Conde 1922 como "Viana", faz a campanha de 1941 levando a bordo um jornalista do "Diário da Manhã", o Sr. Jorge Simões e que depois escreveu o relato, em livro " Os Grandes trabalhadores do Mar", no que se diz ser um aproveitamento politico por parte do Estado Novo.
A estória que conto a seguir, é de memoria, e vem magistralmente contada no livro, pelo Jorge Simões. Não creio roubar o senhor contando-a como a sei. Pela sua singeleza, apeteceu-me recordá-la; Apreciem
"No lugre Gronelândia “ Groenlândia” no dizer das nossas gentes, havia um moço de convés, o Gomes, de Ilhavo; Era um rapaz sisudo, a quem a vida tinha sido particularmente madrasta: Órfão de pai durante a gravidez da mãe, e órfão novamente pela morte desta durante o parto. Eram tempos particularmente difíceis, os tempos da guerra mundial, apesar da nossa neutralidade. E Ilhavo não escapava ao panorama geral. Conta-se que o Gomes foi depois acolhido pela avó materna e por esta criado, mas sem amor e sem os carinhos que as crianças tanto necessitam; Era mais a porrada que o fazia andar. Assim que pode , o Gomes, tratou de embarcar para o bacalhau, que ao tempo, dava os primeiros passos, em Portugal. E assim, lá embarcou no “ Groenlândia” como moço de convés. A sua vivência a bordo, mau grado a sua educação esmerada e respeito pelos colegas de sacrifício, era passada entre as tarefas e o beliche, para o descanso e as muitas leituras, de que tanto gostava. Afinal fizera a quarta classe com distinção, e apesar das insistências do Professor Vergas, o rapaz ficara por ali. E quando os maus tempos apertavam, o Gomes era sempre o mais disponível, o primeiro a desembaraçar-se, e o primeiro a saltar na ajuda aos camaradas , muitas das vezes a raiar a imprudencia e o risco próprio; Se questionado,do porquê de tanto afã ,respondia invariavelmente: Ora, não tenho ninguém que me espere.... Tanto se me dá morrer hoje como amanhã.... Apesar de tudo a vida continuava, e o Gomes, já na sua terceira viagem, vai “ arriar” como pescador verde, para satisfação do Capitão do navio, que o via como uma promessa de pescador e de Homem. Num dos dias de faina nos baixios dos Virgin Rocks, os Rócos , como nós lhes chamamos,e apesar do tempo estar bom pela manhã, o que pressagiava um dia de pesca calma, lá pelo meio dia levantou-se um vento de SW, depressa a refrescar, que rápidamente obrigou o Capitão a içar a Bandeira negra e a dar sinais para os botes regressarem , afim de recolherem ao navio. Assim se foi passando o resto do dia, com os botes a virem à borda, “garfar ” peixe para bordo, para depois serem içados pelas mãos possantes do todo o pessoal , que nestas ocasiões costumava ajudar . O Contra Mestre, lá ia gritando ora com um, ora com todos, no seu afã de ver tudo e todos a salvo. É então que alguém nota a falta do Gomes, já o ultimo bote estava a ser peado. Do Gomes, nem sinal, e o tempo a vir a mais, com o navio a largar mais amarra, à medida que o mar lambia o convés e os quetes, querendo novamente levar os bacalhaus, que julgava seus. A aflição e ansiedade cresciam a bordo, pois apesar de tudo, o Gomes era rapaz estimado por todos: Todos se tinham habituado a gostar dele, apesar do deu feitio. A espera aumentava a ansiedade do Capitão e da tripulação, que recordavam, particularmente nestas horas feitas dias, os que não mais voltaram; Uns, que tinham presenciado, e outros, ouvido nas historias que se contavam em terra, lá em Ilhavo ou nas Gafanhas, que falar disso a bordo era proibido. Já pouco se esperava do horizonte empoalhado e marejado de carneirinhos, quando se vislumbra uma sombra, assim para vante do través, a barlavento,uma especie de fantasma , a avançar graciosamente para o navio. Com um pouco de pano a servir de vela e o remo bem mergulhado na água a governar o seu dóri, o Gomes trazia o seu barquinho bem carregado, até demais, no dizer de quantos o esperavam; - Estive a ajeitar a minha “teca”, que foi?? Afirmou à laia de pergunta sem resposta. Os outros também o fazem sempre, acrescentou, a ver se evitava o ralhete do Capitão que o olhava furibundo, mas aliviado. Ó Homem, podias ter lá ficado, com o bote nesse estado.... És doido ou quê? Ora ,tanto se me dá morrer hoje como amanhã.... não tenho ninguém .... foi a resposta pronta, ainda com as botas atulhadas de bacalhaus, e a começar a garfar para o navio, apesar dos violentos balanços a que o mar o abrigava. Não demorou muito que uma voz forte se ouvisse de dentro do lugre: - Prega-se o bote ao convés, o Gomes não arria mais de pescador! Era o Capitão quem assim falava, para poupar uma imprudente vida que o mar queria reclamar.

segunda-feira, outubro 1

CACILHEIROS RAPIDOS

CLICK NA IMAGEM--------------------------------------------------------------------------
Este Catamarã entrou ao serviço na TRANSTEJO, em 2002. Foi construído pelo Estaleiro Image Marine, Henderson, na Austrália. Tem capacidade para 292 passageiros distribuídos por um salão com música ambiente, bar e instalações sanitárias incluindo uma para pessoas com deficiência. – Principais Características § Comprimento: 37,40m § Boca: 10,70m § Pontal: 2,60m § Calado: 1,06m § Arqueação Bruta: 342 tons § Catamarã em alumínio – Funcionamento e Sistema de Propulsão § Velocidade de Serviço: 22 Nós § Velocidade Máxima: 27 Nós § Motor Principal: mtu 12V2000M70 § Propulsão: 2 jactos de água Hamilton

AS VOLTAS DO CACILHEIRO

CLICK NA IMAGEM ---------------------------------------------------------------------------------------------- Já agora é o CAMPOLIDE, construído na Figueira da Foz, nos estaleiros da FOZNAVE, com capacidade para 480 passageiros distribuídos por quatro salões com instalações sanitárias. Principais Características § Comprimento: 29,20m § Boca: 7,25m § Pontal: 2,21m § Calado: 1,80m § Arqueação Bruta: 304 tons § Monocasco: Aço – Funcionamento e Sistema de Propulsão § Velocidade Máxima: 10 Nós § Motor: mtu8V 396 TC § Propulsão: Hélices de Passo Variável

O TUNNEL PARA A OUTRA BANDA

Ainda do Livro LISBOA NO ANO 2 000, este trecho :
O tunnel
Na estação do caminho de ferro Lisboa –mar, via-se um edificio cylindrico, com uma única porta envidraçada e illuminado a luz elecrtica, quer de dia quer de noite. Era o ascensor do tunnel atravez do Tejo. Entremos. Fechada a porta começou-se a descer rapidsamente. A atmosfera ia-se tornando incomoda; uma tira de papel reagente tomara uma lindsa cor amarella e então um guarda desandou uma torneira. Uma corrente de oxigénio purificou o ambiente, ao mesmo tempo que a potassia cáustica, em grandes recipientes recobertos de grades,, se ia apoderando do vapor de água e do anhydrido carbónico. Durpu esta descida dois minutos, findos os quaes os passageiros se encontraram a cem metros abaixo do nivel da estação. Ali, uma espaçosa camara circular abobadada e profusamente illuminada a luz electrica servia de sala de espera do comboio do sul. Não contava aquelle tunnel mais de 6.327 metros de extensão,dos auaes 2.200 debaixo do rio. A obra tinha sido projectada e executada por engenheiros portuguezes e levara 5 anos a fazer em condições extremamente dificeis.Quem primeiro teve o arrojo de a estudar foi o engenheiro de minas Silvestre Ferreira. Consagrou muito tempo e sondagens e estudos statigraphicos, de que concluiu que seria possivel executar o trbalho, embora algumas duvidas se lhe oferecessem, dada a origem vulcanica de certas rochas. Organisou-se uma empreza que começou a perfuração muito para o Sul do Alfeite, nas proximidades dos sapaes. Descia de ali o tunnel até atingir a cota de 98 metros abaixo da linha de praiamar. Erupções vulcanicas de outras eras........... ....Estava-se quasi a atingir a cota em que o tunnel devia continuar em patamar, quando se deparou com uma enorme falha que dava passagem a um verdadeiro rio subterraneo, com mais de cincoente metros cúbicos de caudal por segundo descendo quasi que a prumo, em cataracta. Era impossivel com a violencia da corrente fazer trabalhar ali o escudo e escusadas eram as perfuradoras. Foi preciso vedar a toda a pressa com chapas de ferro e cimento a galeria de avanço do tunnel.Os engwenheiros, os geólogos, todos os construtores portugueses e estrangeiros discutiram, examinaram, argumentaram a este proposito. O Seculo, o Arauto,o Progresso, as Novidades, todos os jornais diarios tomaram conta da questão, discutindo alvitres diversos.Os empreiteros não queriam desistir, mas encontravam-se ante uma dificuldade talvez insuperavel. Via-se para breve a falencia da empreza. Lembrava-se a conveniencia de substituir o tunnel por uma ponte do typo do Forth, na Escoccia, indo tomar o nivel ao sul, nas alturas de Almada....Ainda foi o engenheiro Julio Garcez que encontrou a solução