31 dezembro 2008

27 dezembro 2008

A CATEDRAL

Vista do navio, da minha varanda. Ortodoxa, mas lindissima. O interior transmite a calma que se espera de um sitio destes.

AS MARINHAS

E mediterranico, com muitisxsimos nomes. Desde o Sul de Espanha que se veem estes desenhos. Aqui, algum folclore na apresentacao Que o Lamego nao mostra. Domina a MARINA e o parque de estacionamento,que nestes dias serve de porto de atracacao. Rapei um frio do caracas para aqui chegar, e continuo com um teclado iletrado.

26 dezembro 2008

FORMAS

Ate que esta engracado. Depois desfez-se

ESTA VIDA DE CAFE

Tem o cuidado de andar com os cartoes sempre guardados.

A PONTE

Ha um VTS que controla a passagem dos navios nesta zona. Achei piada quando o fulano l'a no VTS me dizia: Tem o trafego assim e assado, e vai passar dentro de tantos minutos no arco central. Deixa dois pilares por BB e 2 pilares por EB.
Ora tudo bem, porfque eu sei contar, mas se nao soubesse??
Este teclaco faz-me borbulhas nos pes.....

06 dezembro 2008

Um navio que suba o Sena, não pode ser muito grande: Calado à medida, largura q.b. e tamanho que não ultrapasse o large. E assim lá fui. A ponte é um bom exemplo do que disse. Pequenina, mas com muita arrumação.
Ao suspender, e depois de deixar aos franceses o recuerdo, dei a primazia, por motivos obvios , a este querido, que insistia em caminhar na minha proa.

Mas mereceu toda a atenção que dispensei.

E ainda mais.... Fazia cerca de 5 nózes, contra o vento.

DE LISBONNE À PARIS parte I

Somos cativados facilmente por esta região de Espanha. Talvez por nos ser tão proxima - Afinal, viemos daqui...- talvez por de facto estar estruturada de uma forma graciosa. O azul do mar ( ria) mistura-se com o verde da lavoura; E mesmo a fumerenta industria tem o seu local, destacado. Airosamente ordenada, apetece dizer.

Os galegos, falam português; Ou nós o galego. Por isso nos entendemos tão bem.

Eu não entendo, e isso custa-me imenso, saber-nos tão diferentemente apalermados: Eu explico - Aquela terrinhas ( como por aqui se diz de tudo o que não é Lisboa) conseguem juntar o suficiente de Industria, Agricultura, Pesca, e ainda por cima de serviços. E pairam, ao que parece, pelas creises....E, não suprpreendentemente, encontro por lá navios portugueses, com tripulações portuguesas, a descarregar o pescado que será posteriormente carregado em camiões e contentores , na forma com que serão descarregados em PORTUGAL.

Já percebem agora a docapesca em LOURES???? Brilhante, esta antecipação dos nossos (des)GOVERNANTES!!

Algo está podre no reino. Em 1640, se não estou em erro, foi necessario calcar os calos a uns quantos nobres, para se perceber que o governante falava outra lingua.

Agora que ninguém se entende, onde os calos são mais que muitos,as botas estão à mão de semear, onde estão os nobres???? Sim que o povinho, esse, sempre esteve e está preocupado com o comerzinho.....

A " nobela" começa aqui, seguindo para o Havre, onde deixei um ferro ( o de EB para o caso ) Para cima , sempre com muito bom tempo, mar e horizonte.

ALCANTARA

De Miguel Sousa Tavares ,
"Em 1984, o Decreto-lei n.º 287/84 estabelecia as bases para a exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, com as seguintes condições: área de ocupação restrita; atracagem apenas permitida a navios que, pelo seu calado, não pudessem acostar a Santa Apolónia; prazo de exploração de 20 anos, e concessão mediante concurso internacional. Com estas condições, apenas uma empresa - a Liscont - se apresentou a concurso e tomou a exploração, que rapidamente se revelou deficitária. Em 1995, salvo erro, a Liscont é comprada pela Tertir, que vem a obter do Governo, nos anos seguintes, alterações ao contrato, que de todo subvertiam as regras do caderno de encargos do anterior concurso internacional: mais área de ocupação, possibilidade de acostagem de todo o tipo de navios e mais dez anos de prorrogação do prazo, agora fixado até 2014. Em 2006, oito anos antes de expirar o prazo da concessão, a Tertir é, por sua vez, comprada pela Mota-Engil, por um preço anormalmente elevado face à perspectiva de negócio futuro. Mas, em Abril deste ano, sem que nada o fizesse prever ou o aconselhasse em termos de interesse público, fica-se a saber que a concessionária obteve do Governo nova revisão extraordinária do contrato, com as seguintes alterações: alargamento da capacidade de descarga para mais do triplo; aumento da área de ocupação para mais do quíntuplo; manutenção das taxas, já reduzidas, de operação; e prolongamento do prazo de concessão por mais 27 anos (!), até 2042. Tudo sem concurso público, tudo negociado no segredo dos deuses, tudo perante o silêncio atordoador de António Costa, presumido presidente da Câmara de Lisboa. E, finalmente, em Setembro passado, através do citado Decreto-lei 188/2008, fica-se a saber que o Governo ainda se disponibiliza para investir mais de 200 milhões de euros para garantir à Liscont/Tertir/Mota-Engil as obras necessárias a garantir o escoamento da sua capacidade triplicada de movimento. Imaginem: eu tenho um pequeno restaurante à beira-rio, que não é viável, por falta de espaço e de acessibilidades, e cuja concessão a lei prevê que dependa de concurso público e só dure vinte anos. Vem o governo e, de uma assentada, autoriza-me a triplicar o espaço, prorroga-me o prazo de concessão de modo a que o meu negócio acabe garantido por um total de 57 anos e sem aumento de renda, disponibiliza-se para me fazer e pagar as obras de acessibilidade necessárias ao sucesso do restaurante... e tudo sem concurso público, negociado entre mim e eles, no resguardo dos gabinetes.
"
O MST tornou-se no arauto de muitas vozes, neste caso que já extravasou LISBOA.
A pequena politica, a dos interesses, pelo desinteresse dos portugueses, prepararava-se para uma vez mais, ludibriar o Zé.
É uma pena das grandes, o MST não estar mais vezes " no ar". Faz falta, a forma como diz as coisas.
Deus o mantenha lucido.